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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

A VIDA DE ADÈLE: CAPÍTULOS 1 E 2 (La Vie d’Adèle) de Abdellatif Kechiche

Adèle é uma adolescente triste e que se sente um pouco perdida. Um dia cruza-se com Emma, uma jovem lésbica de cabelo azul, e a sua vida muda. Apesar de serem de mundos diferentes, apaixonam-se perdidamente uma pelo outra, mas nem tudo vão ser rosas.

O vencedor da Palma de Ouro de Cannes deste ano, mais do que esse prémio, traz consigo a promessa de sexo explícito entre as duas principais protagonistas e nesse aspecto não falha. As duas actrizes partilham uma grande química sexual que se estende por prolongadas cenas de sexo, mas desengane-se quem pense que vai ver as meninas a fazer cunilíngus à la hard-core.

Fora o sexo, o realizador Abdellatif Kechiche dá-nos o retrato de uma jovem triste, que se sente perdida e cujos únicos momentos de felicidade são aqueles em que está a fazer sexo com a amiga. Ao contrário do que seria de esperar a personagem de Adèle não parece sofrer qualquer tipo de alteração, é como se ao longo dos anos ela não tivesse amadurecido. Para além disso, temos longas cenas de festas que pouco ou nada adiantam para a história, bem como conversas intelectuais repletas de citações literárias. O facto do filme estar filmado numa técnica semelhante aos documentários, dá-lhe autenticidade mas ao mesmo tempo afasta-nos da envolvência da história.

A melhor cena do filme é aquela em que Adèle é confrontada pelas suas colegas de escola quanto à sua sexualidade. Outro bom momento é o do primeiro beijo entre ela e Emma; gostei do ar inocente, apaixonado, sonhador e malandro de Adèle. Por outro lado, a técnica demonstrada por Adèle na primeira cena de sexo entre as duas, não demonstra a inexperiência que seria de esperar de quem se estava a estrear nos caminhos do lesbianismo.

Como Adèle, Adèle Exarchopoulos, com os seus lábios carnudos e olhos devoradores, tem sexo para dar e vender; mas o seu constante ar perdido e triste acaba por se tornar um pouco monótono. Como Emma, Léa Seydoux é sensual, com um seu olhar retorcido que assenta que nem uma luva na personagem. Ambas as actrizes têm corpos que estou certo irão provocar muitos sonhos eróticos, principalmente na sequência “irmãs tesoura”. Para quem preferir gajos giros, o sexy Salim Kechiouche é uma boa aposta.

Três horas, mesmo não se dando muito por elas, é demasiado tempo para contar esta história e acredito que o filme podia ganhar se fosse mais curto; há tanta coisa que podia ter sido cortada... Classificação: 5 (de 1 a 10)




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