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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

FREIER FALL (Free Fall) de Stephan Lacant

Marc é um jovem polícia cuja namorada, Bettine, espera o seu primeiro filho. Na Academia de Polícia onde está a tirar um curso, conhece Kay e sente-se pouco confortável com a atracção física que sente por este. Um dia, enquanto fazem jogging, Kay beija-o e Marc acaba por não conseguir resistir aos seus impulsos sexuais. Os dois tornam-se amantes e  Bettine começa a desconfiar que algo se passa. Lutando contra a sua natureza sexual, Marc mente a todos, incluindo a si próprio.

Da Alemanha chega-nos este drama emocional sobre a luta de um homem contra a sua latente sexualidade. O realizador Stephan Lacant filma com amor e sem preconceitos a paixão entre dois homens, evitando cair em moralismos e nunca deixando o filme cair em cenas gratuitas de sexo. O sexo está cá, mas apesar de ser um pouco explícito é filmado com bom gosto e nunca roça o chocante. Mais que um filme sobre sexo, é uma difícil história de amor onde um dos personagens luta contra si mesmo, apesar do amor que sente pelo outro.

Se há uma coisa de que este filme necessitava era de uma forte química sexual entre Marc e Kay e, graças às excelentes interpretações de Hanno Koffler e Max Riemelt, esta química é tão forte que trespassa o ecrã. Os dois actores dão alma e coração aos seus personagens e acreditamos em cada segundo da sua paixão. A famosa frase de Luís de Camões “o amor é um fogo que se arde sem ver” é aqui posta à prova, pois o amor destes dois homens incendeia o ecrã e é difícil resistir ao seu charme.

Duvido que o filme estreie no nosso circuito comercial, mas entre este e o POR DETRÁS DO CANDELABRO, que também é muito bom, este é muito mais apaixonante, excitante e angustiante. Sem querer revelar o final, só posso dizer que o achei bem conseguido e perfeito para a história que conta. Este filme é tudo o que BROKEBACK MOUNTAIN pretendia ser mas não era. Classificação: 8 (de 1 a 10)





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2 comentários:

  1. Gostei deste filme, mas para mim Brokeback Mountain é muito superior (é um dos meus preferidos de sempre desta temática). Aconselho que vejas Der Kreis/Le Cercle, de Stefan Haupt, documentário-ficção sobre uma organização de Zurique surgida nos anos 1930, que sobreviveu ao nazismo e continuou depois da guerra a lutar pela emancipação homossexual. Vale mesmo a pena. Abç

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  2. Tenho que confessar que, por qualquer razão que desconheço, o BROKEBACK MOUNTAIN não me conquistou o coração, ao contrário deste filme.

    Quanto ao DER KREIS espero conseguir vê-lo.

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