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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

OS AMANTES PASSAGEIROS (Los Amantes Pasajeros) de Pedro Almodóvar

A tripulação a bordo de um voo com destino à cidade do México detecta um problema com um dos trens de aterragem e esperam no ar que um aeroporto tenha possibilidades de os receber. A fim de evitar o pânico entre os passageiros, drogam toda a classe económica e apenas os da classe executiva se apercebem do que se passa.

Este é o filme mais bicha que tenho visto nos últimos anos e Pedro Almodóvar e o seu elenco devem ter-se divertido imenso a fazê-lo. Os diálogos são do mais gay possível e capazes de chocar mentes menos abertas; o sexo, não explícito, é o assunto preferido da tripulação e até temos direito a um louco número musical. Pode não ser dos melhores filmes de Almodóvar, mas é o seu aguardado regresso à comédia, repleto de personagens e situações que só a sua mente parece capaz de criar.

Quanto ao elenco, com muitas caras habituais no cinema de Almodóvar, todo ele encarna na perfeição o espírito louco do filme e, apesar de não houver propriamente personagens principais, tenho que destacar o delicioso trio de “hospedeiras” interpretadas com a bichice certa por Javier Câmara, Raul Arevalo e Carlos Areces. Como a vidente virgem e como uma tia-dominatrix (só o Almodóvar se lembraria de personagens destas)  Lola Dueñas e Cecília Roth, respectivamente, vão muito bem. Hugo Silva é divertido como o co-piloto com dúvidas sobre a sua sexualidade. Uma última palavra para a lindíssima Blanca Suárez como a ex-namorada de um dos passageiros.

As gargalhadas são garantidas e a boa disposição é contagiante. Por isso mandem os preconceitos fora e preparem-se para a festa mais gay do ano. Viva a bichice! Classificação: 7 (de 1 a 10)




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