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sábado, 27 de dezembro de 2014

YOSSI de Eytan Fox

No filme YOSSI & JAGGER, estes eram dois soldados destacados num posto no Líbano que se apaixonam um pelo outro; durante um ataque Jagger é ferido mortalmente.

No presente filme a acção passa-se 10 anos depois. Yossi é agora um cardiologista solitário, triste e que não se sente confortável com o seu corpo. Após uma tentativa de aproximação aos pais de Jagger, decide tirar uns dias de férias e acaba por dar boleia a quatro jovens soldados. Um destes, Tom, é assumidamente gay e tenta seduzi-lo, despertando-lhe sentimentos há muito adormecidos.

É raro eu achar que uma sequela é melhor que o original, mas esta é uma das excepções. É refrescante ver um filme de temática gay onde o sexo não é o assunto principal. Dirigido com sensibilidade e humor por Eytan Fox, é um retrato honesto de um homem solitário que tem dificuldade em relacionar-se com os outros e que tem vergonha do seu próprio corpo. O filme tem duas cenas embaraçosas, a ida ao bar com o colega que acaba no interior de um WC com uma mulher, ou mesmo humilhantes, o engate via internet com um gay verdadeiramente insuportável. A contrastar com essas cenas, temos duas sequências tocantes e muito humanas: a visita aos pais de Jagger e a comovente entrega de Yossi a Tom.

No papel de Yossi, Ohad Knoller consegue criar uma grande empatia com o público e faz-nos desejar o melhor para ele. Como Tom, Oz Zehavi é deliciosamente atrevido. Juntos partilham uma grande química que nos faz acreditar na sua atracção e na relação que criam.

É uma pena que este filme não tenha estreado nos nossos cinemas, nem sequer foi editado em vídeo, pois é um bom exemplo do cinema gay que se faz por aí, bem como da cinematografia Israelita (nem só de A NOIVA PROMETIDA se vive). Classificação: 7 (de 1 a 10)



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